Quais tecnologias podem levar a humanidade ao colapso?
Esta entrada foi publicada em 25/Agosto/2009 às 8:32 am e é arquivado em Colégio SESI Carambeí.
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O primeiro submarino nuclear
Os Estados Unidos desenvolveram o primeiro submarino nuclear do mundo, o Nautilus. A primeira jornada sob propulsão nuclear aconteceu em 21 de janeiro de 1954. Em contraste com os submarinos diesel-elétricos que o haviam precedido (e ainda continuam em serviço em todo o mundo hoje), o Nautilus tinha alcance praticamente ilimitado. Além disso, podia se manter submerso por muito tempo, já que não precisava emergir para recarregar suas baterias elétricas. E enquanto maioria dos submarinos eram concebidos para navegar primordialmente na superfície e mergulhar ocasionalmente, o Nautilus foi criado para viajar submerso e só emergir ocasionalmente.
O incrível alcance e a manobrabilidade dos submarinos nucleares alteraram de maneira radical a estratégia e a tática navais. Anteriormente, os submarinos eram armas de defesa costeira, mas essa nova variante podia cruzar o planeta – e o fez. Poucos anos depois de entrar em operação, o Nautilus se tornou o primeiro submarino a viajar sob o gelo do Ártico, atingindo o Pólo Norte em 3 de agosto de 1958. Depois de chegar lá, o Nautilus retornou ao estaleiro para uma reforma e teve seu reator substituído. Depois, foi designado para a Sexta Frota, nos anos 60. Em 1966, tecnologias mais avançadas haviam sido desenvolvidas e o Nautilus foi relegado a funções de treinamento.
Obs: Eliminando o lixo nuclear
No começo, reatores nucleares eram despejados no oceano, quando não podiam mais ser usados. Agora, eles têm seu combustível nuclear removido em portos específicos. O combustível nuclear gasto é retirado do revestimento do reator, o que elimina a maior parte da radioatividade. Depois, as carcaças de reatores são enterradas em um depósito de lixo atômico. Os cascos dos navios podem ser reciclados, desmontados ou afundados.
Usos da railgun
Por ser uma alternativa às armas atuais, as railguns são particularmente interessantes para as forças armadas. A munição dessas novas armas, na forma de pequenos mísseis de tungstênio, seria relativamente leve e fácil de transportar e manusear. Em razão das altas velocidades, os mísseis disparados pelas railguns estariam menos suscetíveis ao efeito da gravidade e às mudanças de vento do que as munições usadas atualmente. É claro que a correção de curso ainda seria importante, mas todos os mísseis disparados seriam guiados por satélite.
Outro desafio, porém, é projetar railguns de pequeno porte, principalmente em razão dos “trancos”, que são os movimentos que a arma faz na direção oposta à da bala e são determinados pelo momento do projétil liberado. Para saber o momento, temos de multiplicar a massa do projétil por sua velocidade, que, nesse caso, seria bem alta. A solução talvez esteja em uma arma que dispare balas bem pequenas, já que elas diminuiriam o tranco mas ainda teriam energia cinética suficiente para infligir danos consideráveis.
Foto cedida ONR
Desenho artístico de um porta-aviões da Marinha americana
equipado com uma railgun
Foto cedida Centro de Informação Visual de Defesa do Departamento de Defesa dos EUA
Desenho artístico da interceptação e destruição de veículos transportando armas nucleares por uma railgun posicionada no espaço
As railguns também poderiam ser usadas para iniciar reações de fusão. Essa reação ocorre quando dois núcleos atômicos pequenos se combinam para formar um núcleo maior. Esse é um processo que libera grandes quantidades de energia, mas que para que possa ocorrer, os núcleos atômicos devem estar viajando a velocidades enormes. O que alguns cientistas propõem é o uso de railguns para disparar projéteis de materiais fundíveis uns contra os outros, resultando em um impacto que criaria temperaturas e pressões imensas, permitindo que a fusão ocorresse.
No entanto, o fato é que muitas dessas aplicações ainda não saíram do mundo da teoria, experimentos e desenvolvimento. As railguns atuais não geram quantidades suficientes de energia para permitir, por exemplo, que a fusão nuclear ocorra e, além disso, será muito difícil um navio de guerra totalmente elétrico conseguir disparar projéteis com uma railgun antes de 2015.
Mesmo assim, a tecnologia é promissora. Em 2003, o Ministro da Defesa do Reino Unido organizou um teste em escala de 1 para 8, no qual uma railgun eletromagnética atingiu uma velocidade de Mach 6 no momento em que o projétil saiu da arma, algo em torno de 2.040 metros por segundo!
Se sucessos como esse continuarem, pode ser que um dia a railgun seja a arma principal no campo de batalha e o propulsor principal na plataforma de lançamento.
brenooooooo disse
O primeiro submarino nuclear
Os Estados Unidos desenvolveram o primeiro submarino nuclear do mundo, o Nautilus. A primeira jornada sob propulsão nuclear aconteceu em 21 de janeiro de 1954. Em contraste com os submarinos diesel-elétricos que o haviam precedido (e ainda continuam em serviço em todo o mundo hoje), o Nautilus tinha alcance praticamente ilimitado. Além disso, podia se manter submerso por muito tempo, já que não precisava emergir para recarregar suas baterias elétricas. E enquanto maioria dos submarinos eram concebidos para navegar primordialmente na superfície e mergulhar ocasionalmente, o Nautilus foi criado para viajar submerso e só emergir ocasionalmente.
O incrível alcance e a manobrabilidade dos submarinos nucleares alteraram de maneira radical a estratégia e a tática navais. Anteriormente, os submarinos eram armas de defesa costeira, mas essa nova variante podia cruzar o planeta – e o fez. Poucos anos depois de entrar em operação, o Nautilus se tornou o primeiro submarino a viajar sob o gelo do Ártico, atingindo o Pólo Norte em 3 de agosto de 1958. Depois de chegar lá, o Nautilus retornou ao estaleiro para uma reforma e teve seu reator substituído. Depois, foi designado para a Sexta Frota, nos anos 60. Em 1966, tecnologias mais avançadas haviam sido desenvolvidas e o Nautilus foi relegado a funções de treinamento.
Obs: Eliminando o lixo nuclear
No começo, reatores nucleares eram despejados no oceano, quando não podiam mais ser usados. Agora, eles têm seu combustível nuclear removido em portos específicos. O combustível nuclear gasto é retirado do revestimento do reator, o que elimina a maior parte da radioatividade. Depois, as carcaças de reatores são enterradas em um depósito de lixo atômico. Os cascos dos navios podem ser reciclados, desmontados ou afundados.
Usos da railgun
Por ser uma alternativa às armas atuais, as railguns são particularmente interessantes para as forças armadas. A munição dessas novas armas, na forma de pequenos mísseis de tungstênio, seria relativamente leve e fácil de transportar e manusear. Em razão das altas velocidades, os mísseis disparados pelas railguns estariam menos suscetíveis ao efeito da gravidade e às mudanças de vento do que as munições usadas atualmente. É claro que a correção de curso ainda seria importante, mas todos os mísseis disparados seriam guiados por satélite.
Outro desafio, porém, é projetar railguns de pequeno porte, principalmente em razão dos “trancos”, que são os movimentos que a arma faz na direção oposta à da bala e são determinados pelo momento do projétil liberado. Para saber o momento, temos de multiplicar a massa do projétil por sua velocidade, que, nesse caso, seria bem alta. A solução talvez esteja em uma arma que dispare balas bem pequenas, já que elas diminuiriam o tranco mas ainda teriam energia cinética suficiente para infligir danos consideráveis.
Foto cedida ONR
Desenho artístico de um porta-aviões da Marinha americana
equipado com uma railgun
Foto cedida Centro de Informação Visual de Defesa do Departamento de Defesa dos EUA
Desenho artístico da interceptação e destruição de veículos transportando armas nucleares por uma railgun posicionada no espaço
As railguns também poderiam ser usadas para iniciar reações de fusão. Essa reação ocorre quando dois núcleos atômicos pequenos se combinam para formar um núcleo maior. Esse é um processo que libera grandes quantidades de energia, mas que para que possa ocorrer, os núcleos atômicos devem estar viajando a velocidades enormes. O que alguns cientistas propõem é o uso de railguns para disparar projéteis de materiais fundíveis uns contra os outros, resultando em um impacto que criaria temperaturas e pressões imensas, permitindo que a fusão ocorresse.
No entanto, o fato é que muitas dessas aplicações ainda não saíram do mundo da teoria, experimentos e desenvolvimento. As railguns atuais não geram quantidades suficientes de energia para permitir, por exemplo, que a fusão nuclear ocorra e, além disso, será muito difícil um navio de guerra totalmente elétrico conseguir disparar projéteis com uma railgun antes de 2015.
Mesmo assim, a tecnologia é promissora. Em 2003, o Ministro da Defesa do Reino Unido organizou um teste em escala de 1 para 8, no qual uma railgun eletromagnética atingiu uma velocidade de Mach 6 no momento em que o projétil saiu da arma, algo em torno de 2.040 metros por segundo!
Se sucessos como esse continuarem, pode ser que um dia a railgun seja a arma principal no campo de batalha e o propulsor principal na plataforma de lançamento.